Party time! Part II

Voltando às comemorações do meu aniversário, dia 22 recebi meus amigos aqui em casa.  Bem pouca gente (chamei quem mora perto), só cinco casais, mais eu e o Edu - amigo mesmo, a gente tem poucos, não é? – então deu pra eu fazer diferente do dia anterior. Ao invés de prato familiar, montado com travessas pra cada um se servir, resolvi empratar tudo direitinho.

Amigos especiais, falta pouca gente na foto.

O dia teve várias outras coisas acontecendo, afinal era segunda-feira, dia normal, com prazo pra protocolar, cliente pra atender, etc. Tanto é que chegou a haver um pequeno stress aqui em casa, porque o Edu afirmou que eu não conseguiria organizar tudo o que eu estava querendo e que tudo seria uma correria. Claro que provei que ele estava errado. Rs. Arrumei a mesa, a mesa de apoio, os copos e taças, fiz um arranjo bacana com os talheres e guardanapos, enfeitei a varanda com velas e flores, separei todas as bebidas e utensílios… resumindo, tudo perfeito. Hoje não estou muito modesta.

Bom, a festa era minha e eu caprichei mesmo. Acabei me esquecendo de tirar fotos de algumas coisas (fiquei muito emocionada com a super câmera nova que ganhei da Andréa), mas o cardápio foi:

1. Entradinha:

- torradinhas e pão sueco com paté de foie e queijo brie com mel e pimenta  (isso tudo eu comprei e só montei, né)

2. Sequência de pratos:

- Terrine de queijo de cabra com aspargos

Muito simples e prática. E impressiona! Leva praticamente aspargos branqueados e uma mistura de queijo de cabra e coalhada seca. É só montar em uma forma tipo bolo inglês e servir com azeite aromatizado com ervas.

- Gazpacho andaluz

Eu adoro tomates. E adoro sopinhas frias. Na verdade, acho que não tem como não gostar de gazpacho. A receita que eu uso é do Senac. Aliás, ao contrário de muitas receitas de livros e revistas, tudo o que eu aprendi no CCI não tem preço.

Pena que faltou a foto, porque eu servi num copinho que ficou muito fofo.

Bem, pra começar, escolha tomates bons, bem vermelhinhos e com gosto de tomate – e não de chuchu, como diria meu professor Nicola. Bat ano liquidificador tomates sem pele – 800g, pimentão vermelho sem pele (e sem sementes, óbvio) – 150g, pepinos (só a polpa) – 100g, alho – 1 colher de chá, azeite – 30ml e miolo de pão molhado – 80g. Acerte a textura com água gelada e tempere com sal, pimenta e vinagre. Sirva gelado e decorado com cubinhos bem pequenos de tomate, pepino e pimentão.

- Salada Mar e Terra

Essa idéia eu peguei em um livro que o Edu me trouxe do Chile, durante a viagem que ele fez pela Adega pra visitar a Concha y Toro. Leva kani desfiado, camarões feitos no vapor, palmito em cubos, manga ou abacaxi em cubos e salsão. Misture tudo e reserve. À parte, prepare um molhinho com creme de leite fresco, um pouco de maionese, catchup, gengibre, sal, pimenta Tabasco® e cebolinha verde. Na hora de servir, junte tudo e monte guarnecido com alface romana.

- Fraldinha ao molho de balsâmico com rúcula e batatas rústicas

A foto está péssima, mas o prato estava bom. Rs.

A graça dessa carne é limpar bem a fraldinha e mariná-la com shoyu, vinagre balsâmico, azeite  e ervas. Deixar algumas horas, tirar da marinada, secar bem, pincelar com honey mustard e selar em sautese. Reservar e usar o fundo da sautese (se não estiver queimado e amargo), a marinada e vinho tinto pra fazer o molho, que deve ser peneirado. Isso dá pra fazer tranquilo com antecedência.

As batatas são facílimas. Lave bem – porque elas não serão descascadas - corte em gomos, tempere com sal grosso, alecrim (ou sálvia, ou tomilho…) e azeite e asse diretamente no forno.

O que eu fiz, foi deixar as batatas preparadas pra ir ao forno. Uns 35-40 minutos antes de servir, coloquei-as pra assar, sendo que nos 8-10 minutos finais, a fraldinha também seguiu pro forno.

Na hora, é só aquecer o molho, fatiar a carne e montar os pratos.

3. Sobremesa:

-Sorvete de doce de leite com chantili de queijo cremoso

Congelei o pudim do dia anterior. Misturei crème fouetté (creme de leite batido como chantili, mas sem adicionar açucar) com catupiry®. Montei nos pratos uma fatia do “sorvete” com o chantili.

- Brigadeiros (de novo!)

O bacana de tudo é que planejei, organizei, preparei e cozinhei sozinha. Digo, minha “secretária” lavou a saladinha, picou as guarnições do gazpacho, cortou as batatas… A Jane me ajudou a montar o prato quente… Mas fiquei feliz por ter dado conta do recado.

Fatiando a fraldinha.

Ah, tudo foi harmonizado pela minha amiga Jane, com vinhos e espumantes da Pizzato, lógico! Eu super valorizo o trabalho da Jane e faço propaganda mesmo dos vinhos dela. Apesar da vinícola ainda ser pequena, os produtos todos são feitos com cuidado e amor e isso, via de regra, pode ser percebido nos vinhos. Não é pro Sr. dela e nem pro Nono ficarem com ciúme, hein.

 

Billy e a tarte tatin

Já contei que, além de cozinhar, adoro meus corginhos. Eles são fofos, carinhosos, companheiros e… metódicos. Parece que têm um reloginho dentro da cabeça. Então, quando dá 10am, eles querem brincar. Quando dá 4pm, idem.

Um dia desses, o reloginho do Billy pifou e, mesmo tendo corrido como louco atrás dos goldens e da bolinha, ele avisou que queria algo. Leia-se, ouviu que eu estava na cozinha de casa (na de produção, óbvio, nenhum cão chega nem perto!), ficou inquieto e latiu no quintal pra eu deixá-lo entrar. Eu sei que não está certo – porque vou condicioná-lo errado – mas eu havia feito uma tarte tatin, ela já estava assando e eu já estava lavando a louça, então não vi problema em deixá-lo me fazer companhia.

O fofinho ficou no meu pé o tempo todo. Quando acabei a limpeza e a torta ficou pronta, tirei do forno e desenformei. Coloquei o prato com a torta sobre a mesa e me virei pra colocar a forma dentro da pia. Quando olhei de novo, estava o Billy a hipnotizar a torta. Como eu estava com a câmera por perto, registrei tudo.

La tarte tatin

Billy viu a torta.

Oops! Não deu!

Calma, o Billy não alcançou a torta. Como bom corgi, suas perninhas são curtas e ele não conseguiu fazer muita coisa nesse sentido. Mas, depois, eu dei uma lasquinha da massa pra ele “experimentar”. Ah, ele mereceu! Eu não posso culpá-lo por querer “roubá-la”, porque o cheiro – e sabor também – estava muito bom. Eu havia usado alguns pedaços de figo assado com mel e vinho do porto, além das maçãs. Adoro perfume de torta de maçã pela casa. Vamos à receita:

Tarte Tatin

Para a massa, faça uma farofa com 125g de farinha de trigo, 20g de açucar e 65g manteiga sem sal gelada em cubos. Mexa só com as pontas dos dedos. Acrescente 1/2 ovo e, se necessário, uma colher de água gelada. Trabalhe pouco, só até ficar homogêneo. Faça uma bola, embrulhe em papel filme e guarde na geladeira por 30 minutos. Enquanto isso, em uma assadeira ou frigideira de inox (tem que ser algo que possa ir ao forno), faça um caramelo bem dourado (é ele quem vai dar cor à torta) com 115g de açucar, 15ml de água e, no final, acrescente 30g de manteiga sem sal. Se gostar, adicione umas gotinhas de baunilha. Descasque, desencaroce e corte ao meio aproximadamente 1kg de maçãs (de preferência, use uma variedade com boa acidez). Acrescente as maçãs ao caramelo, já arrumando as metades nas posições em que vão ficar depois de assadas e sem deixar espaço entre elas (se necessário, prepare alguns pedaços menores de maçã para preenchê-los – eu usei os figos). Deixe cozinhar até que fiquem douradas (a parte de baixo vai estar dourada, mas a de cima ainda estará clara). Tire a massa da geladeira e abra-a em um disco com diâmetro um pouco maior do que o da assadeira/frigideira. Cubra as maçãs com a massa e faça alguns furinhos. Asse em forno médio até dourar e desenforme ainda quente.

Obs: Nessa torta específica, eu usei uns figos que eu havia assado com mel e vinho do porto. Usei os figos para preencher os espaços entre as maçãs. A calda desses figos, foi misturada ao caramelo e deu a ele um sabor especial.

A carbonara da Italiana

Não era pra eu ter ficado esse tempão sem escrever, mas, enfim, aconteceu! Muita coisa – e muitos pratos – aconteceram de lá pra cá. Não vai dar pra colocar tudo, então nos próximos posts vou tentar relatar o principal.

Temos um amigo de quem a gente vive enchendo o saco. Vamos chamá-lo de “Nono M.”. Bem, depois de muito tempo vagando entre os solteirões, Nono M. foi apresentado a uma amiga italiana – super sommelier – e os dois começaram a namorar. Ela se descreve como uma cozinheira de poucos pratos, mas posso dizer que esses “poucos pratos” devem ser todos muito bons.

Eu já havia provado o tiramisù, divino, divino, divino. Mas ela sempre dizia que o forte era o espaguete a carbonara. Dia desses, nos falamos de manhã e marcamos de tomar sol e fazer um almoço aqui em casa. Na hora de definir o cardápio, ela se prontificou a fazer a tal carbonara.

Meu Deus, que delícia! “O segredo está em usar bastante parmesão” – ela disse. Eu complemento dizendo que o parmesão tem que ser de qualidade.

Resumindo, ela cortou bacon em cubinhos (tirou bastante da gordura, usando mais a parte da carne). Nessa parte, vale ressaltar que ela disse que na Itália existe um bacon bem melhor que o daqui – lógico! Aqueceu azeite em uma panela larga e acrescentou o bacon, deixando até dourar. Paralelamente, bateu alguns ovos com bastante parmesão ralado. O espaguete foi pro fogo. Quando ficou al dente, foi escorrido e misturado delicadamente ao bacon, fora do fogo. A essa altura, os pratos estavam separados e todo mundo pronto pra comer, porque quem deve esperar a massa é a gente, e não o contrário. Espaguete quente + bacon no azeite quente, ela derramou a mistura de ovos + queijo, misturando com cuidado para os ovos “não cozinharem” (óbvio que com a temperatura do espaguete cozido e do bacon, os ovos cozinharam, mas sem perder a cremosidade).

O resultado foi o seguinte:

Carbonara - foto de celular não é das melhores, sorry.

Não, não vai creme de leite. E não, não tem gosto de ovo. É muuuuiiiito bom, isso sim! Obrigada, Vanessa!

Novidades à vista?

Reencontrando um casal de amigos durante o final de semana, muita coisa surgiu. Será que aos planos da tal deli/catering/whatever vai sair do “plano dos planos” em breve?

Explico: esses amigos vieram nos visitar e, como de costume, preparei todo o almoço com carinho, pensando nos detalhes. Resolvi que o encontro seria na varanda, arrumei a mesa com jogos americanos bacanas, flores, pratos e copos legais.

De “belisquete” servi pasta de tomates secos (feita a partir da base de ricota super versátil sobre a qual já postei aqui), pães aromatizados e batatas rústicas assadas. Tudo simples, mas saboroso.

Pão aromatizado com azeitonas, nozes e alecrim (antes de assar, sorry!)

Depois, como entrada e porque estava friozinho, servi um creme de beterraba com azeite trufado, que sempre faz sucesso – até pra quem odeia beterraba. A cor é linda e o sabor surpreendente.

Essa minha amiga não curte muito comer carne vermelha, então pensei em usar peixe como proteína da refeição. De fato, eu tinha alguns filés de robalo em casa, o que foi uma mão na roda. Pra acompanhar, a temperatura me permitiu fazer um risoto sem medo de errar. Eu tinha comprado aspargos, que estavam frescos e lindos, e acabei seguindo por esse caminho.

A sobremesa exigiu criatividade, porque a reunião foi decidida de última hora, então me virei com o que tinha de bom em casa: pandoro tre marie, chocolate amargo, sorvete e figos. Preparei uma ganache bem fluida com o chocolate e creme de leite fresco e coloquei um pouco no fundo de taças. Descongelei fatias de pandoro, aqueci, piquei grosseiramente e distribuí sobre a ganache. Juntei uma bolinha de sorvete. Assei os figos (cortados em quatro) com um pouco de mel e vinho fortificado e arrumei o equivalente a uma fruta em cada tacinha. Reguei com mais ganache e a calda do cozimento dos figos. Decorei com folhas de hortelã. Não fotografei essa preparação especificamente, mas o esquema ficou mais ou menos assim:

Taça de morangos em duas texturas com pandoro, nutella, chantili.

Felizmente, tudo foi um sucesso! Tanto que esses meus amigos, que estão se mudando em breve e planejam apresentar sua nova residência através de algumas pequenas recepções, me convidaram para organizá-las e produzi-las. Não é o máximo?

Estou bem feliz… e com um friozinho na barriga. Agora, foco em planejar os cardápios e as apresentações ;-)

Ah, receitinhas do almoço:

1) Pão aromatizado de alecrim, azeitonas pretas e noz pecã

Simples. Prepare a massa do pão e deixe crescer. Enquanto isso, pique: (i) uma porção de alecrim fresco bem fininho; (ii) uma porção de azeitonas pretas bem escorridas (é importante tirar bem o líquido, para que a massa não perca o ponto na hora em que elas forem adicionadas); (iii) nozes (eu usei pecã, mas pode ser pistache, noz comum, castanha de caju, do pará…). Na oportunidade da segunda sova (para modelar os pães), divida a massa em três partes. A cada uma dessas partes adicione um dos ingredientes pre-preparados e sove bem, até ficar homogêneo. Assim, você terá uma massa de alecrim, uma de azeitonas e uma de nozes. Modele bolinhas com cada uma das massas e distribua em uma assadeira, de forma intercalada. Pincele com azeite, deixe crescer. Se quiser, polvilhe com parmesão e ;sal grosso/ervas. Asse.

2) Batatas assadas rústicas

Lave bem algumas batatas, escovando bem a casca. Corte em gomos regulares, não muito espessos. Distribua em um assadeira, de preferência antiaderente. Regue com um pouco de azeite, polvilhe com sal grosso e ervas frescas (escolha uma: sugiro sálvia ou alecrim). Asse em forno médio até dourar. Dica: no meio do preparo, vire as batatas com cuidado, para que fiquem douradas por igual. A casca dá um sabor especial, elas ficam douradas e crocantes por fora e bem macias por dentro. E sem fritura!

3) Creme de beterrabas com azeite trufado
Cozinhe algumas beterrabas com a casca até ficarem bem macias. À parte, cozinhe algumas batatas em água com sal. Enquanto isso, faça um refogado de cebolas e, se gostar, um pouco de salsão.  Quando os tubérculos estiverem prontos, descasque as beterrabas e coloque-as no copo do liquidificador junto com as batatas e com o refogado. Adicione caldo de legumes em quantidade suficiente para liquidificar bem (não tem problema se ficar meio líquido, porque isso vai reduzir no fogo). Se quiser um sabor mais forte, pode usar um pouco da água do cozimento das beterrabas. Quando estiver bem liso e homogêneo, volte tudo pra panela e acrescente aromáticos (sugiro um sachê com pimenta e mostarda em grãos, um dente de alho, etc, e um bouquet garni bem generoso). Tempere com um pouco de sal (você vai acertar só no final, então nessa fase use só um pouco), gengibre em pó e um pouco de vinagre de maçã. Deixe ferver por uns 20 minutos e reduzir até a consistência desejada. No final, dê um toque de creme de leite fresco  e misture bem. Corrija o sal e a pimenta do reino. Sirva com um fio de azeite trufado.

4) Robalo salteado ao molho de vinho branco

Aqui o cuidado é com o saltear. A sautese deve estar bem quente e untada com um fio de azeite. Disponha os filés e não mexa até que eles se soltem do fundo sozinhos (vão estar dourados e não vão “quebrar”). Vire do outro lado e siga o mesmo procedimento. Dica: do lado da pele, deixar bem dourada, crocante mesmo. Se sua posta for alta, o meio inda estará cru, então leve os filés para uma assadeira e deixe no forno médio pre-aquecido por alguns minutos. Peixe bom deve estar cozido, porém úmido! Nesse tempo, junte vinho branco na sautese e deglaceie. Se quiser, acrescente ervas frescas. Junte um pouco de creme de leite fresco (sempre creme de leite fresco, por favor!) e corrija o sal e a pimenta do reino. Sirva o peixe regado com esse molho.

5) Risoto de aspargos

Pra esse risoto, que tem o sabor delicado e persistente ao mesmo tempo, o importante é usar aspargos verdes bem frescos. Separe as pontas dos aspargos e “descasque” e fatie (mais ou menos 1 cm) o restante. Reserve. Faça todo o processo do risoto (cebola refogada, arroz, vinho branco, caldo…) até que os grãos já estejam mais ou menos cozidos (uns 10 minutos). Acrescente os talos de aspargos. Mais alguns minutos, acrescente parmesão. Em seguida as pontas dos aspargos. Corrija o sal e pimenta do reino. Cheque o ponto al dente, desligue o fogo e finalize com manteiga gelada em cubos (para dar cremosidade, lembram?).

Piadinas

Adoro o site “Panelinha”. Acho muito legal de ler, as receitas dão certo, os textos são leves e profundos ao mesmo tempo. De vez em quando, testo alguma coisa de lá.

Já por algumas vezes preparei a receita de piadina, que seria uma espécie de pãozinho chato zás-trás, “assado” na frigideira. Muito prático, leva fermento em pó, não requer sova… e é muito gostoso! Na semana passada mesmo, fiz uma leva delas pro jantar. Pra completar, foi só montar travessinhas com queijo, presunto parma, rúcula lavada, tomates… pedir pro meu love sommelier servir o vinho e cada um montou as suas.

Massa das piadinas

Já "assada" - em forma de coração :-)

Montada pra comer.

Dias depois, eu quis fazer alguma coisinha recheada. A preguiça de buscar a receita de pão me fez abrir a gaveta da cozinha e achar a tal receita de piadinas. Resolvi usá-la, substituindo o fermento em pó por fermento biológico fresco. E, lógico, sovei a massa, esperei crescer, modelei, deixei descansar mais um pouco… enfim, segui todo o processo de pão normal. Surpresa! Ficou divino. Fofo, leve e com um saborzinho de azeite muito bom.

Pão de massa de piadina modificada

Bom, segue a receita de piadina do Panelinha, com anotação da modificação pra pão que eu fiz.

Piadina

3 xícaras (chá) de farinha de trigo, e mais um pouco para enfarinhar a mesa
1 ½ colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó (OU 1 tablete de fermento biológico*)
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de leite

Modo de preparo da piadina (*se for fazer pão, o procedimento é outro: esponja, massa, sova, crescimento, modelagem, descanso, eggwash e forno)

1. Numa tigela grande, junte a farinha, o sal e o fermento. Misture e abra um buraco no centro. Coloque o azeite no centro e vá esfregando a farinha com os dedos para misturar.

2. Junte o leite em duas etapas e, com as mãos, misture bem, até formar uma bola. Transfira a massa para uma superfície de trabalho enfarinhada e sove por 3 minutos. No máximo!

3. Enrole a massa para formar um cobra e divida em 6 pedaços iguais. Cubra a massa com um pano de prato úmido (e não molhado, muito menos ensopado!). 4. Coloque uma frigideira grande, de preferência de ferro, ou uma chapa, para aquecer em fogo alto. Abra um pedaço de massa com rolo de macarrão até ficar com cerca de 20 cm de diâmetro. Quando a frigideira estiver bem quente, coloque o disco e faça vários furos com um garfo; assim que o fundo começar a ficar com pintinhas escuras, uns 2 minutos, vire e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Transfira para um prato e cubra com um pano de prato limpo, apenas para não esfriar, enquanto você faz as outras.

Com criatividade, nada se perde, tudo se transforma.

Bem, obviamente a pizzada deixou seus resquícios. Pra mim, o principal foi uma geladeira cheia de ingredientes bacanas, que tinham que ser usados antes de perderem o frescor.

As abobrinhas e berinjelas laminadas foram assadas no finalzinho do fogo e, em seguida, juntadas ao antepasto de pimentões. O sabor defumado impregnou-se por toda a conservam que ganhou uma complexidade e toques fenomenais. De fato, eu não imaginava que a influência seria tão marcante… e boa.

Quanto à linguiça (que havia sido desmanchada e dourada na panela com bastante alecrim antes de ser usada na pizza), resolvi usá-la em um risotto feito com vinho tinto. E já que ainda havia cogumelos dando sopa… Pronto, almoçamos uma versão risotto de uma das pizzas mais saborosas da noite anterior!

As dicas pro risotto ficar cremoso e al dente são basicamente:

- usar arroz de qualidade,

- não “fritá-lo” demais no início, pra não selar o grão e impedir a liberação do amido,

- mexer bem durante a adição do vinho (primeiro líquido a ir pra panela), justamente pra provocar a tal liberação de amido,

- depois dessa fase, mexer ocasionalmente para formar a onde, mas com cuidado para não quebrar os grãos,

- adicionar o queijo ralado quase no final,

- cozinhar só até ficar al dente e desligar o fogo,

- deixar a temperatura baixar um pouco e adicionar pedaços de manteiga sem sal gelada, mexendo bem para dar cremosidade.

Pizza!!!

Acho que já escrevi em outro post que tenho forno a lenha aqui em casa.

Bem, a compra e a instalação do tal forno um dia foram motivo de discussão (o Edu queria o forno, eu achava bobeira). Hoje eu tenho que dar o braço a torcer que concordar com ele foi uma ótima.

Já havíamos feito alguns assados, mas  faltava a inauguração final: preparar pizza. Bem, juntamos alguns amigos, montados uma bancada com todo o mis en place das coberturas e cada um foi montando uma opção. No final, ninguém conseguia mais comer.

Ah, a entrada foi uma sopinha fria de pepino, feita à base de coalhada seca.  Deliciosa, só pra gente não se sentir muito culpado com o que viria adiante.

A primeira redonda a ir pro forno foi montada por uma amiga italiana, que usou uma combinação ótima de legumes (abobrinha, tomates, pimentões – aqueles feitos como pro aniversário do Edu) e queijo. Ficou muito boa.

Depois dessa, destacaram-se: abobrinha com parmesão e alho,

linguiça com cogumelos paris e mussarela de búfala,

e, no final, ganache de chocolate amargo com morangos.

A massa, na verdade, foi preparada por uma amiga, que como boa gaúcha foi criada sovando pão com a mãe. Ficou muito boa na hora, tanto se assada grossa, com borda e tal, quanto se aberta bem fina. O legal é que ela se manteve ótima também no dia seguinte. Segue a receita, nas palavras da própria autora:

Massa de Pizza da Jane

1kg de farinha

1 colher (sopa) de sal

14 gr de fermento biológico (botei mais meio de outro tablete)

1 colher de (sopa) de açúcar

Cerca de 650 gr de água morna

Coloquei azeite meio a olho, mais ou  menos umas 5 colheres. Fiz o buraco no meio  da farinha, joguei a água morninha, coloquei o açúcar e o fermento. Dexei crescer um pouco e aí pus o sal e fiz uma manta de óleo.

Ponto da massa: quer grudar na mão, mas se solta fácil só com um pó de farinha….

Não esquecer de amassar bem.


Aniversário do Edu

Dia 17 foi aniversário do Edu. No almoço, ele estaria ocupado. A comemoração ficou pra noite.

Meio da semana + a gente mora meio longe + a família já tinha “cortado o bolo” no domingo = poucos amigos presentes.  Missão: organizar uma reunião simples, mas especial.

Resumindo, acabei preparando dois pães, usando um pouco de farinha integral (1/3 da quantidade total), que ficaram muito bons (modéstia a parte). É que eu tive o cuidado de trabalhar muuuiiito a massa antes da assá-los. Usar farinha integral sempre exige uma atenção especial pra que  sua receita não fique pesada, para que o pão cresça bem e fique leve. Polvilhei um deles com sementes de papoula e o outro com parmesão ralado.

Pães do aniversário do Edu (antes de assar)

Os pães foram servidos com pastinha de azeitonas pretas e uma espécie de antepasto de  pimentões, alho e ervas. Essas são duas coisas que sempre faço, pois são práticas de se fazer e uma mão na roda pra se ter na geladeira. Caso se resolva receber alguém de última hora, é só arrumar num recipiente bacana, decorar e servir.

De prato mesmo, preparei um hit do Eduardo: massa com funghi e iscas de filet.

Por fim, ao invés de bolo, fiz uma porção de cupcakes de chocolate, que rechei com geléias, doce de leite e ganache também de chocolate.

Cupcakes do aniversário do Edu

Seguem as “receitas” de algumas coisas (nem tudo está com medidas, sorry! my bad.):

1) Pasta de azeitonas pretas:

No processador de alimentos, coloque ricota fresca e azeitonas pretas. Processe até formar uma espécie de massinha homogênea. Raspe as laterais do copo com um “pão duro”, acrescente um pouco de azeite, ervas (orégano, tomilho, alecrim…), pimenta do reino, creme de leite fresco e, se quiser, maionese. Processe novamente até ficar bem liso e com consitência cremosa, porém firme. Acerte o sal. Transfira a pasta para o recipiente onde será servida, decore com um fio de azeite e ervas frescas.  A quantidade de azeitonas vai a seu gosto. Dá pra usar essa base de ricota (que dá leveza, sabor e consistência ao mesmo tempo) e modo de preparo para vários sabores de pasta, basta substituir as azeitonas por queijos azuis, ervas frescas, tomates secos, etc.

2) Antepasto de pimentão:

Esse também é vapt-vupt! Lave bem os pimentões (de preferência vermelhos e amarelos), coloque em uma assadeira – sem sobrepor – e leve ao forno pre-aquecido em temperatura alta. Deixe até “chamuscar” a pele, vire e deixe mais um pouco do outro lado. Coloque tudo em um saco para alimentos e feche. Deixe repousar por alguns minutos. Esse procedimento ajuda a soltar a pele dos pimentões. Remova a pele dos pimentões e corte-os em tiras. Reserve. Descasque e remova o germe dos dentes de alho. Corte em lâminas e doure em azeite, junto com uma folha de louro. Adicione o alho aos pimentões e tempere com sal e ervas a gosto. Regue com mais azeite, confira o sabor e guarde para consumir no dia seguinte. Dica: você pode incrementar a receita com fatias finas de abobrinha e/ou berinjela assadas (no caso das berinjelas, é legal deixar as fatias com sal para remover o excesso de picância, lavar e secar bem antes de assar), pétalas de cebola caramelizadas, etc.

3) Molho de funghi com iscas de filet:

Funghi secchi é uma delícia, mas alguns cuidados ao prepará-lo ajudam a deixá-lo ainda mais saboroso. Eu o hidrato em água morna por uns 20 minutos. Escorro – guardando a água – e corto em tiras. Refogo cebola bem picadinha em azeite e manteiga, acrescento o funghi e, em seguida, um tanto de vinho branco, deixando evaporar. Depois, junto a água em que ele foi hidratado (previamente coada em pano de algodão limpo, pra não ficar nenhuma areiazinha) e mais um tanto de água, deixando cozinhas até ficar bem macio. Acerto um pouco com sal e pimenta do reino. Dica: essa base é ótima pra se ter sempre no freezer, com ela dá pra preparar uma infinidade de coisas: pastas, molhos, recheios, etc.  Paralelamente, corte filet mignon em tiras e doure, aos poucos, em manteiga e azeite. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte uma quantidade da base de funghi, acrescente um bouquet garni (eu gosto de caprichar no alecrim) e deixe ferver e reduzir um pouco. No final, acrescente creme de leite – fresco, óbvio! – a gosto e acerte o sal. Se quiser, junte salsinha picada bem miúda. Sirva sobre a massa que você escolheu.

4) Cupcake de chocolate:

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 e 1/2 xícaras (chá) de açúcar
3 ovos
3 três .
1 xícara (chá) de cacau em pó
1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Na batedeira, bata 3 colheres de sopa de manteiga manteiga amolecida com 2 e 1/2 xícaras (chá) de açúcar, junte 3 ovos e continue batendo até formar um creme leve. Adicione 1 xícara (chá) de cacau em pó e a 2 xícaras (chá) de farinha de trigo – peneirados! – continue batendo em velocidade baixa. Desligue, adicione o fermento e misture delicadamente com uma espátula de bolo.  Distribua a massa em forminhas para cupcake e asse em forno médio (180ºC) por aproximadamente 15 minutos. Deixe esfriar , recheie e decore. Dicas: existem forminhas lindas pra cupcake no mercado; recheie usando aqueles bicos para rechear churros; você pode cobrir com brigadeiro, creme amenteigado, merengue, açucar de confeiteiro, pasta americana… e decorar com amêndoas laminadas, M&M’s, confeitos, glacê real, etc…