Wedding cake

Quando minha prima Camila me contou que iria se casar, eu logo quis saber detalhes: onde, quando, quem seria convidado, como seria o buffet… Obviamente, o bolo seria daqueles de vários andares e com os noivinhos no topo, porém, seria de isopor. Como assim??!! Bolo de isopor? Pois é, pra servir, o buffet faria um bolo simples, e sobre a mesa decorada pras fotos haveria uma estrutura de isopor – já usada trocentas vezes – com os tais noivinhos parados lá em cima. Eu perguntei: “por que você não faz um bolo de verdade?”. Já diziam os antigos que quem pergunta o que quer ouve o que não quer e a resposta foi direta: “porque é muito caro e a lista de convidados – e consequentemente o orçamento – já estourou”. Em seguida, minha pérola: “ah, deixa então que eu faço um pra você!”.

Isso aconteceu há mais de um ano e eu confesso que cheguei a pensar que a Camila houvesse se esquecido da minha promessa. Claro que não! Assim, o negócio foi procurar modelos pra escolher, comprar utensílios – quem tem forma redonda de 40 cm de diâmetro em casa? – e ingredientes. Umas horinhas na Rua Paula Souza resolveram o problema. E mãos à obra!

Minha prima Má, que foi a grande doceira da festa, veio do interior pra fazer milhares de bombons, camafeus, brigadeiros… e acabou me ajudando com o bolo também. Afinal, sozinha não dava pra manipular coisa tão grande (impossível erguer e virar um pão de ló de 40 cm sozinha sem quebrá-lo). E o Carlinhos, super talentoso, ajudou na finalização. Tenho que agradecê-los por ter comprado a idéia e contribuído.

Ta da! O bolo pronto.

Resolvi com a Camila que o bolo teria três andares, sendo que o menor teria 26 cm de diâmetro pra conseguir acomodar os noivos enormes que ela comprou. Eram quase o Ken e a Barbie! O bolo do meio, teria 30cm e o maior 40 cm. Isso equivale a dizer que foram três massas de pão de ló de 7, 18 e 30 ovos, respectivamente. Muito leite condensado cozido com nozes e geléia de damasco pra rechear e muita pasta americana pra cobrir e decorar. Tudo homemade, lógico! Minha super batedeira veio a calhar (valeu, Veras!), porque bater todos esses ovos não teria sido tarefa fácil, não. As bancadas do “ex- e futuro, quem sabe – açougue” também. Deu pra trabalhar com conforto.

Um dos bolos, já assado.

Um dos bolos, recheado em três camadas: nozes, damasco e nozes de novo.

Sobre a decoração, como os noivos de cima eram bem marcantes, o plano foi fazer tudo praticamente branco, brincando só com flores – modeladas uma a uma – laços e pontinhos. Pra produzir tantas florezinhas, contei com a ajuda principalmente da minha mãe, que insistiu em tentar copiar as rosas e camélias do livro da Isabella Suplicy.

Flores de açucar

Em ação, com o parceiro Carlinhos.

Aplicando a decoração.

Base - com seus três andares - pronta.

Já no final, com os três andares de bolo devidamente “forrados” e com a barra acertada, foi momento de fixar os noivinhos, soltar a imaginação e aplicar as flores.

A experiência foi toda muito boa. Eu A-M-E-I fazer o bolo! E foi muito sensacional poder estar em família preparando tudo. Modéstia à parte, ficou bem profissional. Considerando que foi meu primeiro bolo gigante, ficou ótimo!

Ainda no começo do processo, preparando os pães de ló. Da direita pra esquerda: Camila (a noiva), Má, Mare e eu

O bolo já devidamente instalado na mesa principal de doces no salão.

Pra que não pairem dúvidas de que, além de lindo, ficou delicioso, segue a uma última foto, do bolo cortado, mostrando todas as camadas e a umidade saborosa.

Depois dessa, vou começar a aceitar encomendas pra aniversários, casamentos, lembrancinha de maternidade e festas em geral.

É só me escrever: wendyelago@gmail.com.